terça-feira, 17 de maio de 2011

Carta de amor

amado, jamais serei a tua Dora Diamant
simplesmente por que sou outra mulher
e tu és outro homem
não sei cantar na língua sagrada
e nunca sonhamos com Tel Aviv
no entanto desejo,
como a moça judia,
acolher-te o derradeiro gesto
e talvez o meu grito
também dissipe o eco
da última oração

Para Carlos, meu amado, porque hoje faz anos.

5 comentários:

  1. Isso é que é carta e isso é que é amor :)
    beijos

    ResponderExcluir
  2. Parabéns aos três: autora, destinatário, poema.
    Saudades, amiga.

    ResponderExcluir
  3. Que lindo! Que lindo!
    Um abraço para Carlos.

    ResponderExcluir
  4. Muito tocante, delicado e preciso. Um lagarto oriental de origami.

    ResponderExcluir